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Brasão de Argoncilhe

Argoncilhe

Capelas antigas, ponte romana e a devoção do dia 25
1 festa registada nesta freguesia
desenho de JFVP · CC BY-SA 3.0 · via Wikimedia Commons · fonte

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o que ver

sobre a localidade

Argoncilhe fica no extremo norte do concelho de Santa Maria da Feira, a poucos quilómetros do Porto, entre lugares como a Vergada, Aldriz e São Domingos. Aparece nos documentos desde 1086 e, a partir de 1093, ficou ligada durante séculos ao Mosteiro de Grijó. Da lavoura passou às oficinas e à pequena indústria, sem perder as capelas antigas nem a ponte romana das Roçadas.

história

No extremo norte do concelho de Santa Maria da Feira, a poucos quilómetros do Porto, Argoncilhe guarda no próprio nome uma longa memória escrita. Os documentos medievais registam-na como Dragunceli em 1086, Draguncelli em 1091 e Dragoncelli nos anos seguintes, até chegar, em 1320, à forma latina que já fala da igreja de São Martinho de Argoncilhi. Para a origem do nome há duas hipóteses: uma liga-o a um diminutivo latino com o sentido de 'arquinho'; outra vê nele o nome de um antigo proprietário, Dragoncellus. A presença humana nestas terras é muito anterior aos documentos. A toponímia e os achados arqueológicos apontam para uma ocupação pré-romana e romana, sobretudo em Aldriz, no lugar do Crasto. O documento escrito mais antigo, de 1086, regista a doação de bens da 'villa de Eldriz' à Igreja de São Martinho, e poucos anos depois, em 1091, faz-se uma partilha de terras junto ao monte da Pena, o atual Outeiro da Pena. Em 1093, a igreja de Argoncilhe foi um dos padroados entregues ao Mosteiro de Grijó, e a ligação aos crúzios atravessou séculos, até 1686. Durante gerações foi a lavoura a sustentar as famílias. O século XX trouxe as oficinas de madeira e de serralharia e, a partir dos anos 30, pequenas indústrias, com destaque para o fabrico de pregos para a tanoaria. Os anos do volfrâmio, entre 1939 e 1945, trouxeram movimento e negócio, e mais tarde muitos filhos da terra partiram para a Venezuela, o Brasil, a França e a Alemanha. O património religioso conta a história da freguesia. A primeira paróquia nasceu, nos primórdios da Idade Média, junto da Capela da Senhora do Campo, e a Igreja Matriz de São Martinho, no centro, serve a paróquia desde o século XVII. Em São Domingos, os crúzios de Grijó ergueram em 1581 a Capela de Nossa Senhora das Neves, e na Ribeira da Venda está desde 1715 a Capela de Santo António. Há ainda a Capela de São Pedro, com o seu lago, a Capela de São Tomé, com campanário, e, na Vergada, a Igreja de Cristo Rei, da segunda metade do século XX. Do passado mais remoto ficaram a ponte romana e a calçada romana no lugar das Roçadas, o Cruzeiro Milenar e os antigos moinhos de água. A devoção mariana marca a vida da terra. Entre 1943 e 1970 foram atribuídas a uma leiteira, conhecida como D. Guilhermina, aparições de Nossa Senhora ao dia 25 de cada mês; no local ergueu-se a Capela de Nossa Senhora das Graças e da Vitória, e a peregrinação mensal ao dia 25 continua. A vida associativa é parte da identidade de Argoncilhe: o Grupo Musical Estrela de Argoncilhe, o Rancho Regional, a Liga de Melhoramentos de Vergada e a Associação Desportiva de Argoncilhe, fundada em 1979, juntam as gentes da freguesia.