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União das freguesias de Sintra (Santa Maria e São Miguel, São Martinho e São Pedro de Penaferrim)

gentílico: Sintrense
No coração serrano de Sintra, entre granito, névoa e história.
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o que ver

sobre a localidade

No concelho de Sintra, distrito de Lisboa, esta união de freguesias estende-se pelo coração da serra, entre granito, musgo e vegetação luxuriante que a névoa transforma em cenário. Aqui se ergue a Igreja de Santa Maria de Sintra, templo de traça gótica classificado como Monumento Nacional, parte do conjunto que valeu a Sintra o reconhecimento da UNESCO como Património Mundial.

história

Há terras que se contam pela pedra e pela paisagem, e a freguesia de Santa Maria, no coração serrano de Sintra, é uma dessas. Encostada à serra que fez sonhar reis, poetas e viajantes de todo o mundo, esta é uma terra onde o granito, o musgo e a névoa parecem contar histórias antigas a quem passa. Andar por aqui é sentir o peso e a doçura de séculos, num lugar que a UNESCO haveria de reconhecer como património de toda a humanidade. A história de Santa Maria confunde-se com a das gentes que, ao longo de gerações, souberam viver em harmonia com esta serra generosa e difícil. Foram famílias de trabalho e devoção, que ergueram casas de pedra e templos, que abriram caminhos entre a vegetação luxuriante e que fizeram desta encosta um lugar habitado com alma. Cada muro, cada ruela, cada recanto guarda a memória de quem por aqui semeou raízes e ficou. De todo o património que Santa Maria abraça, poucos monumentos falam tão alto ao coração como a Igreja de Santa Maria de Sintra. Templo de traça gótica, foi classificada como Monumento Nacional e integra o conjunto que valeu a Sintra o reconhecimento como Património Mundial. É uma daquelas construções que impõem respeito e serenidade em quem entra: a pedra trabalhada, a luz que se coa pelas aberturas, o silêncio que se instala. Vale a pena demorar o olhar, deixar que a história se revele devagar, porque é nesta igreja que se sente, de forma pura, a antiguidade e a espiritualidade de toda esta terra. Mas o encanto de Santa Maria não se esgota nas paredes de um monumento. Está na própria paisagem, nos caminhos que se enredam pela serra, na frescura que sobe da vegetação, na maneira como a névoa desce e transforma tudo em cenário de conto. Quem sobe até aqui percebe depressa porque é que Sintra sempre atraiu quem procura beleza e mistério. Há lugares que se visitam; Santa Maria é dos que se sentem. As tradições desta freguesia são fiéis reflexo da alma popular de Sintra. Ao longo do ano, as comunidades reúnem-se em celebrações que mantêm viva a cultura local, com o colorido e o entusiasmo das festas de bairro, o gosto pelo convívio e a devoção que atravessa gerações. São momentos em que a terra se enche de música, de gente e de partilha, e em que os mais velhos passam aos mais novos os saberes e os costumes que os fazem sentir-se pertença de um mesmo lugar. É nestas manifestações que se percebe que Santa Maria é, acima de tudo, uma comunidade viva. E depois há a mesa, esse território onde as terras revelam o melhor de si. Em Santa Maria, a cozinha é honesta e reconfortante, feita de receitas que atravessaram os tempos. As sopas do Império aquecem e reúnem, o caldo de nabos traz o sabor sincero da terra, e o bolo na panela é daqueles doces que sabem a casa e a memória. A tudo isto junta-se a tradição gastronómica de Sintra, que se afirma no caldo verde fumegante e no leitão assado, prato de festa e de convívio por excelência. Entre os produtos da terra, guardam lugar especial os biscoitos de orelha, doçaria singela que faz parte da identidade de Santa Maria e que se aprecia ao ritmo pausado de quem sabe apreciar as coisas boas. Visitar Santa Maria é, no fundo, deixar-se levar por uma serra que teima em ser eterna, por uma igreja que é jóia de pedra, por gentes acolhedoras e por sabores que ficam na lembrança. É perceber que, em Sintra, a beleza não é apenas o que se vê, mas também o que se prova, o que se celebra e o que se partilha. E é sair daqui com a certeza de que se há-de voltar.