sobre a localidade
Tendais estende-se pela encosta da serra do Montemuro, no vale do rio Bestança, no concelho de Cinfães. Aparece nos documentos desde 1109 e foi vila e sede de concelho até 1826. Os seus quinze lugares guardam ermidas antigas e casas nobres, e em Vila de Muros nasceu, em 1846, o explorador Serpa Pinto.
história
Tendais estende-se pela encosta da serra do Montemuro, no vale do rio Bestança, no concelho de Cinfães. O nome vem do latim Tendales, e o primeiro documento que o refere é de 1109. As aldeias formaram-se depois da Reconquista, à volta dos ribeiros dos Prados e da Bestança, e em 1258 já existia o julgado de Tendais, com quase todas as aldeias de hoje citadas nas Inquirições de D. Afonso III.
A paróquia separou-se da de São Salvador no século XIII, e a tradição liga essa autonomia a D. Cristina Rodrigues. Tendais foi vila e sede de concelho até 1826, ano em que o concelho foi extinto e passou para Cinfães. Do tempo de concelho restam vestígios do pelourinho manuelino, na zona do Quinhão. Em 1801 a terra tinha perto de 1500 habitantes.
O património religioso está espalhado pelos quinze lugares da freguesia. A igreja matriz, no Quinhão, é do período pombalino e guarda esculturas barrocas de Santa Bárbara e São Sebastião. A ermida de Nossa Senhora do Rosário, em Vila de Muros, é manuelina, do início do século XVI, e a de São Lourenço, em Marcelim, tem a data de 1758 inscrita na porta. Na Granja, acima dos mil metros, a ermida de São Pedro recebe romagem a 29 de junho.
Meridãos é uma das aldeias com mais casas nobres: a Casa da Portela, única brasonada do antigo concelho, a Casa do Outeiro de Meridãos, com núcleo do século XVI, e a capela de Santa Quitéria, dos séculos XVII e XVIII. Na Quinta das Poldras, em Vila de Muros, nasceu a 20 de abril de 1846 o explorador Serpa Pinto.
Como tantas terras de montanha, Tendais foi perdendo gente com a emigração: chegou a quase 2500 habitantes em 1930 e conta hoje menos de 700, guardiões de aldeias de granito, socalcos e capelas.