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União das freguesias de Amares e Figueiredo

Encravada no Minho verdejante do concelho de Amares, esta união de freguesias reúne duas localidades que preservam memória e carácter próprios. Entre os seus lugares de eleição contam-se a Igreja Matriz de Amares, a Casa da Ribeira, o Cruzeiro Paroquial de Figueiredo, o notável Mosteiro de Santa Maria do Bouro e a Capela da Nossa Senhora da Paz. As celebrações populares e religiosas mantêm viva a união entre vizinhos e o orgulho nas raízes. À mesa reina uma cozinha robusta, com papas de sarrabulho, naco, bacalhau e caldo verde, tudo regado pelo inconfundível Vinho Verde.

história

Há terras que se contam pela paisagem que as abraça, e a União das freguesias de Amares e Figueiredo, no coração do concelho de Amares, distrito de Braga, é uma dessas terras onde o Minho verdejante se revela em todo o seu esplendor. Quem por aqui passa depressa percebe que está num pedaço de Portugal onde o tempo tem outro compasso, mais sereno, mais fiel às coisas que verdadeiramente importam. A história destas gentes escreve-se, como em tantos recantos minhotos, na labuta da terra e na devoção ao sagrado. São gentes de trabalho, habituadas a lidar com os campos e a colher deles o sustento e a alegria de viver. É nesse convívio entre o quotidiano e a fé que se foi moldando o carácter de Amares e de Figueiredo, duas localidades que hoje partilham caminho sem que nenhuma perca a sua identidade própria. Cada uma guarda a sua memória, os seus nomes de família, as suas histórias contadas ao serão, e é essa herança viva que dá alma a este território. O património desta união de freguesias é dos que ficam na memória de quem visita. A Igreja Matriz de Amares ergue-se como testemunho da devoção secular destas gentes, ponto de referência para toda a comunidade. Bem perto, a Casa da Ribeira recorda os tempos em que a nobreza rural e as casas senhoriais marcavam a paisagem do Minho, com as suas pedras que guardam séculos de vida. Em Figueiredo, o Cruzeiro Paroquial impõe-se como marco de fé, dessas cruzes de pedra que pontuam os caminhos de Portugal e que sempre acompanharam romeiros e lavradores nas suas idas e vindas. Mas há mais para descobrir por estas bandas. O Mosteiro de Santa Maria do Bouro é uma daquelas maravilhas que fazem parar o fôlego, um conjunto monástico de grandeza singular que testemunha a importância religiosa que esta região do Minho sempre teve. E, para quem procura recolhimento e beleza, a Capela da Nossa Senhora da Paz oferece um lugar de sossego, desses que convidam à contemplação e ao encontro connosco próprios. São lugares com alma, onde a pedra fala e a paisagem envolve, e onde se sente a mão paciente de gerações que os ergueram e cuidaram. As tradições da União das freguesias de Amares e Figueiredo são o retrato de um povo que sabe honrar as suas raízes. Aqui, os costumes religiosos e as celebrações populares continuam a marcar o ritmo do ano, unindo vizinhos e chamando de volta os que partiram. É nesses momentos de festa e convívio que a comunidade se reencontra, que as amizades se renovam e que a identidade da terra se reafirma, geração após geração. Estas manifestações, feitas de fé e de alegria, são o coração pulsante destas gentes minhotas, que nunca perderam o gosto de celebrar em conjunto. E depois há a mesa, esse território sagrado onde o Minho dá o melhor de si. A gastronomia de Amares é generosa e sem rodeios, feita para saborear com tempo e boa companhia. As papas de sarrabulho, prato de fundo e tradição, são das iguarias que melhor traduzem a cozinha desta região, robusta e cheia de carácter. O naco marca presença nas mesas, tal como o bacalhau, esse fiel companheiro da cozinha portuguesa que aqui ganha preparos próprios. E não pode faltar o caldo verde, conforto simples e reconfortante que aquece corpo e alma nas noites mais frescas. Para acompanhar, nada como o Vinho Verde, orgulho da terra e assinatura líquida de todo o Minho. Fresco, jovem e ligeiramente frisante, é o vinho que melhor casa com os sabores desta cozinha e que se tornou uma das marcas mais reconhecidas destas paragens. Provar um copo de Vinho Verde à mesa de Amares é provar um pouco da própria identidade da terra, dos seus vales e das mãos que cuidam das vinhas. É este conjunto de sabores, património e tradições que faz da União das freguesias de Amares e Figueiredo um destino que merece ser conhecido devagar, com os olhos abertos e o coração disponível para o que o Minho tem de melhor para oferecer.

festas nesta freguesia

Sem festas registadas.